Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010

Mortiço

Eis eu aqui, neste lugar seguro,
Longe da dor e do sofrimento.

 

Eis que estou livre agora,
Da angustia e do medo.

 

Tudo que sinto é o vazio,
Da própria existência.

 

Tudo que vejo é escuro,
Como a noite sem lua.

 

Tudo que escuto é o silencio,
Das vozes que se foram.

 

Os passos, renunciados por mim,
Já não podem levar-me de volta.

 

Tudo que resta é o sono,
Pois o despertar não chegará.

 

Sou eu, tudo que jaz aqui,
Tudo me abandou, abandonei tudo.

 

Estou morto, estou morto,
Este é o fim, o fim.


publicado por oeremitaurbano às 15:51
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2 comentários:
De M.Luísa Adães a 18 de Dezembro de 2010 às 12:54
Longe da dor e do sofrimento...

Forçoso ficar longe do mundo!

O fim que desejas, vem...um dia...não o chames, ele
vem...não duvides...acredita!

Estou em São Paulo há 15 dias e vou continuar,
eremitaurbano.

Te desejo Natal Feliz,

Um abraço, Maria Luísa


De oeremitaurbano a 20 de Dezembro de 2010 às 11:39
Olá M. Luísa Adães.
O post não é um chamado não, ele é um aviso.
Às pessoas que se abdicam da vida, que desistem de andar, de sentir e de ver.
Trocam tudo que a vida significa, por causa do medo.
Esquecem-se, em quanto vivos, de viver. É uma pena.
Viver não se trada de existências
Viver se trada de realizações.
Obrigado pelo comentário é sempre um prazer recebe-la em meu blog.

Seja bem vinda a São Paulo!
Desejo-lhe um feliz natal!


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